sábado, 12 de outubro de 2019

Esto sería siempre posible y a veces útil...



Pero si aislamos el resorte funcional de la crítica pascaliana, si disociamos este sencillo análisis de la presuposición de su pesimismo cristiano, lo que no es imposible, podemos hallar en él -como, por otra parte, en Montaigne- las premisas de una filosofía crítica moderna, es decir, de una crítica de la ideología jurídica, una desedimentación de las superestructuras del derecho que esconden y reflejan a la vez los intereses económicos y políticos de las fuerzas dominantes de la sociedad. Esto sería siempre posible y a veces útil...



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Pero más allá de su principio y de su resorte, esta pensée pascaliana se refiere quizás a una estructura más intrínseca. Una crítica de la ideología jurídica nunca debería olvidarla. El surgimiento mismo de la justicia y del derecho, el momento instituyente, fundador y justificador del derecho implica una fuerza realizativa, es decir, implica siempre una fuerza interpretativa y una llamada a la creencia: esta vez no en el sentido de que el derecho estaría al servicio de la fuerza, como un instrumento dócil, servil y por tanto exterior del poder dominante, sino en el sentido de que el derecho tendría una relación más interna y compleja con lo que se llama fuerza, poder o violencia. La justicia -en el sentido del derecho (right or law)- no estaría simplemente al servicio de una fuerza o de un poder social, por ejemplo económico, político o ideológico que existiría fuera de ella o antes que ella y al que debería someterse o con el que debería ponerse de acuerdo según la utilidad. Su momento mismo de fundación o de institución nunca es por otra parte un momento inscrito en el tejido homogéneo de una historia, puesto que lo que hace es rasgarlo con una decisión. Ahora bien, la operación que consiste en fundar, inaugurar, justificar el derecho, hacer la ley, consistiría en un golpe de fuerza, en una violencia realizativa[xx] y por tanto interpretativa, que no es justa o injusta en sí misma, y que ninguna justicia ni ningún derecho previo y anteriormente fundador, ninguna fundación preexistente, podría garantizar, contradecir o invalidar por definición. Ningún discurso justificador puede ni debe asegurar el papel de metalenguaje con relación a lo realizativo del lenguaje instituyente o a su interpretación dominante.


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En la estructura que describo de esta manera, el derecho es esencialmente desconstruible, ya sea porque está fundado, construido sobre capas textuales interpretables y transformables (y esto es la historia del derecho, la posible y necesaria transformación, o en ocasiones la mejora del derecho), ya sea porque su último fundamento por definición no está fundado. Que el derecho sea desconstruible no es una des­gracia. Podemos incluso ver ahí la oportunidad polí­tica de todo progreso histórico. Pero la paradoja que me gustaría someter a discusión es la siguiente: es esta estructura desconstruible del derecho o, si ustedes prefieren, de la justicia como derecho, la que también asegura la posibilidad de la desconstrucción. La justicia en sí misma, si algo así existe fuera o más allá del derecho, no es desconstruible. Como no lo es la desconstrucción, si algo así existe. La desconstrucción es la justicia. Tal vez debido a que el derecho (que yo intentaría por tanto distinguir normalmente de la justicia) es construible en un sentido que desborda la oposición entre convención y naturaleza (o quizás en cuanto que desborda esa oposición), el derecho es construible, y por tanto desconstruible, y, más aún, hace posible la descons­trucción, o al menos el ejercicio de una desconstrucción que en el fondo siempre formula cuestiones de derecho, y a propósito del derecho.  Jacques Derrida

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Rumo ao incontrolável!


Marcação individual...


Consenso entre republicanos da Câmara, acareação entre ex-procurador, Viktor shokin e o filho de Biden é inevitável. Shokin, 66, se tornou procurador-geral da Ucrania em 2015 prometendo uma batalha inflexível contra a corrupção naquele país. Sua efetivação foi inclusive aplaudida por grandes doadores, como Estados Unidos, União Européia e Fundo Monetário Internacional. Entre as empresas na mira de Shokin, estava a companhia de gás Burisma Holdings, cujo cabide de empregos negociáveis abrigava o filho de Biden em seu ''Conselho'', pela bagatela de 50.000$ mensais. Proprietário da Burisma também é um ex-membro do governo anterior, e seu envolvimento no escândalo que levou o então Vice-Presidente americano, Joe Biden, a pressionar o governo ucraniano da época para demitir Shokin, não pode ser descartado, pois este investigava justamente seu filho, quano as pressões vindas de cima começaram. Para pressionar Poroshenko a demitir Shokin, o governo Obama (a pedido de Biden) reteve (esse governo sim fez isso!) 1 bilhão de $ em garantias de empréstimos. O dinheiro só foi liberado após a renúncia de Shokin e o arquivamento das investigações por seu sucessor.
KM

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Há um preço a pagar pelo uso das metáforas óticas


Há um preço a pagar pelo uso das metáforas óticas: trata-se nos dois casos de um uso tecnológico de lentes que, ampliando ou reduzindo o objeto a ser estudado em uma dimensão espacial, possibilita que ele permaneça, pelo menos por um momento, sob o controle do intérprete doador de sentido...

Por exemplo:

A Câmara não estabeleceu nenhum procedimento que permita ao presidente até mesmo as proteções mais básicas exigidas pelo devido processo previsto na Constituição e pela Justiça básica em violação a todos os precedentes jurídicos.O princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa não foi, em nenhum momento, observado pela ânsia inquisitorial dos democratas por holofotes.

A defesa de Trump deve ter o direito de examinar evidências, testemunhas e ter advogados presentes nas audiências. E deve também ter o direito de arrolar suas próprias testemunhas, mesmo que sejam estrangeiras.

Além do mais, os legisladores republicanos deveriam ter permissão para emitir intimações, uma ferramenta que lhes permitiria apresentar suas próprias evidências para tentar contrapor os argumentos dos democratas.

A Casa Branca também disse que a investigação não é legítima, absolutamente, porque o plenário da Câmara não votou para autorizá-la, reiterando um argumento frequente de alguns legisladores republicanos.

Inúmeros especialistas jurídicos concordaram que dar a Trump algumas proteções básicas e permitir a participação de seus advogados tornaria o processo mais justo, e menos duvidosamente inquisitorial e apressado sumariamente. Ignorar as salvaguardas do devido processo, que são padrão no sistema legal dos EUA,assim como das prncipaks democracias do ocidente, pode fazer o povo americano questionar a legitimidade do processo de impeachment, se é que já não o estão fazendo desde o primeiro minuto.

De volta à questão do “yes” joyceano assombrado por espectros - LEITURA EMBRUXADA


l a temática do traço, recorrente de formas diversas em sua obra (“traço”, “suplemento”, “differance”, “segredo”, “cinza” “espectro”, “dádiva” podem e devem ser trabalhados como variações da temática da não-presença na presença

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Assombrados permanentemente pelo nada visível dos espectros, não podem ser desconstruídos porque já se desconstroem desde sempre. Mas é preciso acrescentar logo que essa desconstrução já existente não é privilégio do texto literário. O espectro que assombra a literatura assombra também outros textos. Na literatura, contudo, essa não-presença espectral torna-se particularmente visível. Como diz o próprio Derrida em Mémoires, for Paul de Man, “existe desde sempre desconstrução, operando em obras, especialmente em obras literárias” (DERRIDA, 1986). Talvez seja essa visibilidade maior da desconstrução na literatura que, no final das contas, justifique a resistência à interpretação, na medida do possível, em textos como o Ulysses, de Joyce. Mas, se no tratamento de Joyce não se justifica, na perspectiva de Derrida, nem a prática desconstrutiva e nem a prática interpretativa tradicional, resta ainda tentar precisar a natureza do texto derridiano sobre a literatura. Uma indicação dessa natureza aparece nos parágrafos finais do texto sobre o Ulysses.

O penúltimo parágrafo de “Ulysses Gramophone” retorna à questão do “yes” joyceano assombrado por espectros para afirmar que o termo “permanece recomeçando e repetindo se a si mesmo, um número infinito de vezes” . Derrida aponta aqui para a  lógica ferrenha da iterabilidade, possivelmente visível com força particular em Joyce, mas estruturalmente presente em qualquer signo, evento, coisa, origem ou presença. A presença de qualquer “yes”, em Joyce ou em qualquer outra situação, constitui um evento singular: acontece uma única vez e é absolutamente única em sua diferença em relação a qualquer outro “yes” no passado ou no futuro. Por outro lado, contudo, esse “yes” só pode existir em sua singularidade se já estiver desde sempre marcado pela lógica da iterabilidade, ou seja, pela condição de poder ser repetido de forma diferente e em outros contextos. Derrida lembra em “Signature, Event, Context” que “iter deriva de itara, other, em sânscrito” (DERRIDA). A estrutura da iterabilidade determina que em cada “yes” ou em cada singularidade habita desde sempre um outro espectral que a divide e a torna “plus d’un”: ao mesmo tempo “não um” e “mais do que um”. É a lógica da iterabilidade, de resto, que se faz presente em qualquer tipo de escrita (e não apenas na linguagem literária), seja ela “pictográfica, hieroglífica, ideográfica, fonética, alfabética” (DERRIDA) e que permite a essas linguagens operar independentemente de quem a recebe. “Uma escrita”, diz Derrida, “que não fosse estruturalmente legível – iterável – para além da morte do receptor não seria mais uma escrita” (DERRIDA). E permite também que operem independentemente do seu emissor ou produtor. “Escrever”, completa Derrida, “significa produzir uma espécie de máquina que se torna produtiva, e que não terá seu funcionamento impossibilitado pelo meu desaparecimento futuro” (DERRIDA,

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LEITURA EMBRUXADA


Entregue às palavras
na curva da noite,
oferta de leitura ao mistério
e desdém hierático
pelo mundo? E esses
ciúmes sapientes?
entre amores, autores e essências
o anoitecimento da alma
pressentido entre queixumes,
entre beijo e boca se evaporando.
Fixando as coisas que respiram,
seus interiores contestatórios
apareciam como fio central
e sem nome da suspeita,
zombando dos versos
e sua fissura por mulheres
que esfriam discursos.

--- Aqui é o tempo do dizível, nossa pátria ---
eu dizia
--- onde perecem as coisas vivíveis,
a chama de um doce limbo,
astúcia e coisas ao alcance
dentro do olhar, KAMA-MÍDIA ----

dados econômicos mistos de todo o mundo aumentaram as esperanças de mais estímulos dos bancos centrais para impedir uma recessão global.

Vaga pestana de olho fixo
fixando as coisas sem filtro,
sem mestre, na abertura do mundo
insinuando-se sem densidade,
pelas gretas das jaulas de pele;
KAMA continua ecoando.
Respira surdamente no mundo,
com seus interesses de drama
e de mercado --- uma rua,
um olho -- clama o escravo cognitivo,
mas sem o brilho da luta de classes,
some sem antídoto no escuro
do mundo sem nome, que se diverte
apenas fumando ou correndo
através de suas leituras.

Farol tímido, restrito ao olhar?
Compreensão e pedidos da Bruna:
no seu longo túnel de risos
alguma dialética negativa
atravessando o pescoço
e vindo grudar-se como musgo
nos objetos voadores do ego
--- no ar, ao vivo! --- entrando e
saindo do tempo, segundo rápidas
crispações de afeto mascarado,
etiquetados em tudo quanto
àquele ''humanero'' superfaturado,
pó de todas as coisas televisionadas.


Veio de mofa anti-conceitual?
Fingindo bem a todo poderosa
PALAVRA de autoridade indeterminada,
entre o tudo e o nada, no ENTRE
DA SUSPEITA, suspenso
nos limbos de gargantas dos livros,
buscando a coisa selvagem informulada
---- Aleph sub-júdice, comentário
do comentário místico... forçado? ---
enquanto ''mercadorias espreitam-me'' e
''o tempo ainda é de fezes'' e o
''mesmo impasse'' persiste ad nauseam.
Não é, minha Flor? Ler Le Nausee
e explicar-lhe o nada foi fácil,
mas sob a pele das palavras
era minha própria náusea,
sem poema nem filosofia,
e considerada sem ênfase,
quem afastava Sartre do assunto.
Os jornais seguiam ruminando
suas esperanças miúdas
em meio a um rio de negociações,
totalmente cúmplices
do Esquecimento do Ser
com sua política de políca publicitária.
E enquanto sequer se colocava
a pergunta do poeta pelo Ser,
o poeta lia-O, exercitava-se e banhava-se
nas águas de leitura do Ser,
meditando em catacumba heideggeriana
um futuro menos horroroso para seu estupor.
Livro. Nome. Advertência de poema exposto:
rizomaticamente ativo, e com os jornais
no lugar correto, o apontamento-grifo
embruxava totalmente a leitura.

Arquiescritura da mente,
num anoitecimento sonâmbulo
da linguagem e da imagem do mundo
que crispa o Mercado e suas interrogações.
Deriva impregnada de ermos da lua,
sem delicadeza, sem agasalho, sem
cigarros, tossindo entre prédios ---
frio central vadeado, um rio na
fome de traição da Natureza,
no seu célebre riso de chuva
e vento nas estradas, e nos
receios de ajuda dos homens,
suas suspeitas lentidões de láudano
em momentos de pose de estátuas,
suas sábias consultas, suspeitas
de olhos acesos recuando
''daquelas posições'',
tão sabidamente defendidas.

mATHEUS dULCI, KM